Canadá decide barrar suicídio assistido para pacientes só com transtorno mental
Governo recua de ampliação por considerar que a rede de atendimento não estava pronta
O governo do Canadá anunciou na quarta-feira (7) que criará uma lei para impedir definitivamente o acesso ao suicídio assistido por pacientes que tenham a doença mental como único diagnóstico. A decisão foi confirmada pelo ministro da Justiça, Sean Fraser.
A medida encerra anos de debate no país sobre os limites éticos da morte médica e afasta o risco de uma corrida por eutanásia na rede psiquiátrica. O sistema local estava programado para liberar esse atendimento de forma irrestrita a partir de março do próximo ano.
A prática de acelerar o falecimento de doentes terminais foi autorizada no país há dez anos e, mais tarde, estendida também para casos de enfermidades graves e incuráveis, mesmo que a morte do paciente não estivesse próxima.
O direito englobaria as doenças psiquiátricas ainda em 2024, mas o governo já vinha adiando o prazo com a justificativa de que o sistema de saúde não teria estrutura para lidar com a demanda. Com a nova proibição oficial prometida pelo ministro, a exclusão psiquiátrica passará a ser regra permanente.
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Com informações de UOL e Folha.
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