Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Política

Celina Leão critica deputada Eduarda Campopiano por negar existência do feminicídio

Governadora do Distrito Federal divergiu da declaração de parlamentar paulista aliada.

Eduarda Campopiano
Eduarda Campopiano · Foto: Bruno Marcos Pio dos Reis / Wikimedia Commons (CC0)

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), criticou na terça-feira (6) a deputada estadual eleita por São Paulo, Eduarda Campopiano (PL), por afirmar que o feminicídio não existe. A declaração de Celina ocorreu no mesmo dia em que a federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, anunciou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.

A posição da governadora marca uma divergência entre as aliadas de campanha no espectro político e expõe o debate sobre as leis focadas na mulher. Para Celina, a fala de Campopiano é um erro, pois a tipificação criminal específica é essencial para mensurar quantas vítimas são assassinadas e direcionar investimentos em políticas públicas de prevenção.

Eduarda Campopiano foi a deputada estadual mais votada de São Paulo, com 1,95 milhão de votos, e se tornou conhecida durante a disputa eleitoral como inimiga das alas feministas. Em discursos anteriores, ela argumentou que a tipificação seria uma "armadilha semântica" e sugeriu que agravantes penais deveriam valer para qualquer tipo de vítima de crimes violentos.

A repercussão também gerou reações dentro do próprio partido da deputada. No Rio Grande do Sul, a também deputada mais votada do PL, Franciane Cherini, que defende os direitos das vítimas de violência doméstica, classificou a declaração da colega de sigla como "uma bobagem". Enquanto isso, Celina Leão foi enfática e destacou que os ataques envolvem machismo e preconceito social, e por isso exigem atenção estatal dedicada ao gênero.

Com informações de O Antagonista e G1.

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