Domingo, 11 de outubro de 2026
Economia

China abandona o Logink, plataforma de logística barrada pelos Estados Unidos

Sistema estatal que rastreava cargas em portos e alfândegas acumula processos e encerra atividades presenciais em sua sede.

A China paralisou silenciosamente as operações diárias do Logink, uma gigante plataforma estatal de dados logísticos que operava há vinte anos conectando portos e navios de carga, mas que se tornou alvo direto de restrições por parte dos Estados Unidos.

O fim da ferramenta altera as rotas de vigilância e encerra o receio estratégico entre os ocidentais. Em Washington, comissões federais temiam que Pequim passasse a dominar as informações aduaneiras e descobrisse, em tempo real, carregamentos como envios de ajuda militar americana a nações aliadas.

A derrocada do sistema culminou com o desaparecimento de sua equipe. Em setembro, repórteres encontraram a sede do escritório na província litorânea de Zhejiang de portas abertas, porém inteiramente abandonada, sem atendentes e com cabos de computador desconectados. Apenas neste ano de 2024, a empresa encarregada do software colecionou 39 processos judiciais abertos por fornecedores.

O isolamento comercial ganhou velocidade acelerada desde 2022, quando o Congresso americano proibiu o Pentágono de assinar contratos com operadoras que fizessem uso da base da dados chinesa. Espremido por esforços diplomáticos globais da Casa Branca, o projeto perdeu as parcerias de intercâmbio digital com Coreia do Sul e Japão, precisando abandonar até as sondagens em portos na Europa.

Com informações de UOL e Folha.

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