Sábado, 03 de outubro de 2026
Brasil

Cidades paranaenses sofrem efeitos do El Niño e superam as médias históricas de chuva

Frentes frias se intensificaram no estado em setembro e fizeram chover o dobro do previsto em alguns municípios

Mapa do clima mostrando o El Niño
Mapa divulgado pela agência espacial sobre anomalias no Pacífico · Foto: NASA Earth Observatory/Lauren Dauphin / Wikimedia Commons (Public domain)

Diversas cidades do Paraná registraram ao longo do mês de setembro volumes de chuva muito superiores à média histórica, fenômeno impulsionado diretamente pelos efeitos climáticos do El Niño. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o calor e a alta umidade facilitaram a entrada frequente de frentes frias agressivas sobre o estado.

A discrepância nos números explica os estragos estruturais recentes, afetando a infraestrutura das rodovias, alagando dezenas de bairros habitacionais e causando prejuízos em áreas agrícolas. Um dos casos mais graves é o da cidade costeira de Antonina, onde choveu 476,8 mm em apenas um mês, número quase três vezes superior à média local estipulada em 157,4 mm.

Estações meteorológicas operando ininterruptamente desde 1997 provam o desvio padrão assustador na capital Curitiba e nos municípios de Cerro Azul, Telêmaco Borba, Ponta Grossa e Cambará. Em todas essas regiões, o acumulado de água rompeu a barreira dos 300 milímetros em apenas trinta dias.

No norte e na região metropolitana, cidades importantes como Londrina e Pinhais também viram chover mais do que o dobro do previsto pela série histórica das últimas duas décadas. As autoridades de defesa civil continuam emitindo comunicados de alerta para que as populações ribeirinhas e encostas redobrem os cuidados nas próximas tormentas.

Com informações de UOL e G1.

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