Terça-feira, 27 de outubro de 2026
Mundo

Colonos israelenses votam na Cisjordânia em meio a críticas de organismos internacionais

Moradores de assentamentos considerados ilegais pelo direito internacional defendem coalizão de Benjamin Netanyahu

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Mais de 500 mil cidadãos israelenses residentes em assentamentos na Cisjordânia ocupada foram às urnas nesta terça-feira (27) no pleito legislativo de Israel, em votações marcadas pela condenação de governos estrangeiros e organismos internacionais que consideram essas ocupações territoriais ilegais.

A mobilização desse contingente eleitoral é decisiva para o equilíbrio das alianças no parlamento, pois grande parte dos moradores se alinha à corrente do sionismo religioso, base de sustentação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e de ministros de sua ala governista, como Bezalel Smotrich, responsável pela pasta das Finanças e ele próprio habitante de uma colônia na porção norte do território ocupado.

Entre os temas prioritários debatidos pelos colonos nas urnas está o modelo de serviço militar obrigatório nas Forças Armadas de Israel. Enquanto os nacionalistas religiosos mantêm presença expressiva em batalhões de combate nas frentes de conflito em Gaza, na fronteira com o Líbano e na própria Cisjordânia, o segmento de judeus ultraortodoxos permanece majoritariamente isento do alistamento, gerando atritos internos na sociedade.

A continuidade da expansão habitacional nessas localidades, referidas pela tradição bíblica israelense como Judeia e Samaria, segue sob forte contestação no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). A apuração dos votos ao longo da semana definirá a força da bancada favorável ao avanço dos assentamentos na composição do próximo gabinete ministerial.

Com informações de RFI Brasil, UOL e Terra.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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