Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
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Política

Colunista aponta que guerra santa nas eleições é sintoma do vale-tudo político

Análise indica que conflitos religiosos escondem a erosão das instituições e a ameaça democrática

Congresso Nacional
Foto: Fbaraglia / Wikimedia Commons (Domínio Público)

A polarização religiosa nas campanhas eleitorais de 2026, com mentiras e acusações de ambos os lados, é apenas o sintoma de um problema estrutural na política brasileira. Segundo análise do colunista Vinicius Torres Freire, na Folha, a atual guerra santa reflete um cenário de vale-tudo e de erosão das instituições do país, que ainda lida com as consequências de movimentos recentes contra a democracia.

O uso da religião como arma nas eleições não é inédito, sendo marcado de forma aguda na campanha de 2010. No entanto, o colunista avalia que o padrão da disputa se degradou a ponto de tornar a desinformação e a propaganda os pilares da estratégia eleitoral que tentou subverter o processo democrático. Atualmente, rumores miram tanto a igreja católica quanto grupos evangélicos e de matriz africana, mobilizando o eleitorado por meio do pânico moral.

A análise destaca que ignorar as atuais regras agressivas do jogo político significa correr o risco de perder as eleições ou apoios no Congresso e no Supremo. Para Freire, o perigo desse ambiente é a transformação das instituições em esqueletos ocos, o que ameaça a estabilidade do Estado a longo prazo.

Com informações de UOL e Folha.

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