Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Ciência

Comissão científica alerta que guerra nuclear e IA trazem risco de extinção

Relatório com 35 especialistas publicado na revista The Lancet lista 17 grandes ameaças à saúde humana e defende ações coordenadas

A Comissão da revista The Lancet sobre Ameaças Globais à Saúde no Século 21 divulgou neste domingo (11), durante a Cúpula Mundial da Saúde, em Berlim, na Alemanha, um relatório que aponta o uso indevido da inteligência artificial e um conflito nuclear como riscos potenciais de extinção da humanidade até 2100.

O documento reúne o trabalho de 35 especialistas internacionais que mapearam 17 grandes ameaças à saúde pública global, incluindo mudanças climáticas e desnutrição infantil. Embora os cientistas considerem baixa a probabilidade de um desaparecimento total da espécie humana, os efeitos desses eventos extremos seriam devastadores e sem possibilidade de reversão para a população mundial.

De acordo com o levantamento, uma guerra atômica poderia lançar partículas na alta atmosfera suficientes para bloquear a luminosidade do Sol, desencadeando invernos rigorosos e quebras agrícolas que resultariam em fome generalizada. No campo tecnológico, o risco central envolve a utilização de inteligência artificial na concepção de novas armas biológicas e agentes patogênicos de difícil contenção.

Os pesquisadores defendem que esses perigos sejam combatidos de forma integrada por meio de cooperação global, tratados de desarmamento e regulação estrita do desenvolvimento computacional. O relatório será entregue a delegações diplomáticas e autoridades de saúde ao longo da conferência em Berlim para subsidiar compromissos internacionais nos próximos meses.

Com informações de Olhar Digital, UOL e Folha.

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