Congresso da Espanha rejeita decretos de moradia de Sánchez
Derrota do governo desencadeou protestos nas ruas de Madri
O Congresso dos Deputados da Espanha impôs uma dupla derrota ao governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez nesta sexta-feira (2), ao rejeitar dois decretos-lei destinados a mitigar a crise habitacional no país. As medidas governamentais caíram após uma sessão plenária marcada por incertezas e tentativas de negociação até o último minuto.
Os textos propostos pelo Executivo incluíam regras como a renovação automática de contratos de aluguel e restrições aos despejos de inquilinos em situação de vulnerabilidade. As medidas também miravam a atuação dos chamados "fundos abutres", que compram imóveis a baixo custo para maximizar o lucro. O primeiro decreto foi rejeitado por 178 votos a 172, enquanto o segundo caiu por 184 a 166.
A ministra da Habitação, Isabel Rodríguez, chegou a apelar expressamente pelo apoio do partido Junts per Catalunya, argumentando que as propostas deles haviam sido incorporadas. Minutos antes da votação, Pedro Sánchez discursou pedindo a aprovação das matérias e alertando os parlamentares de que "a história vos julgará mais cedo do que pensam". Imediatamente após a derrubada das medidas, manifestantes convocados pelo Sindicato das Inquilinas marcharam em direção à Puerta del Sol, no centro de Madri, exigindo greve geral.
Com informações de UOL, Euronews e Veja.
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