Sábado, 03 de outubro de 2026
Mundo

Congresso espanhol rejeita novas regras de habitação propostas por Pedro Sánchez

O partido governista não conseguiu os votos necessários após os antigos aliados da região da Catalunha migrarem para a oposição

O Congresso da Espanha rejeitou, em votação realizada nesta sexta-feira (2), o pacote de decretos do governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez estruturado para frear a intensa crise habitacional no país. A proposta terminou barrada por 178 votos contrários na Câmara Baixa do Parlamento, refletindo a dissidência definitiva do partido separatista catalão Junts, que rompeu o apoio à medida.

A derrota expõe o enfraquecimento da coalizão de Sánchez para responder à ira popular contra o aumento astronômico do custo de vida. O texto impedia que fundos de investimentos abusassem financeiramente do mercado imobiliário espanhol, mas a sigla catalã alegou que a proposta, no fim das contas, reduziria a oferta de casas e prejudicaria a economia.

Os principais alvos das mudanças recusadas seriam os chamados "fundos abutres", grupos internacionais que adquirem imóveis baratos em larga escala. As medidas de Sánchez também focavam na renovação automática dos contratos no fim de sua validade e na criação de barreiras jurídicas rígidas contra a prática de despejo de famílias pobres.

A pressão pelo avanço das leis habitacionais se tornou insustentável na semana anterior, após o despejo comovente de Maricarmen Abascal, uma idosa de 87 anos expulsa judicialmente do apartamento onde morou por 70 anos em Madri. Sem a aprovação no Congresso, o governo federal terá que elaborar outras garantias enquanto as manifestações por moradia crescem pelo país.

Com informações de Google Notícias e G1.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise