Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Política

Coordenador da campanha de Flávio quer regras mais flexíveis para impeachment no Senado

Rogério Marinho defende que pedidos de afastamento sejam abertos automaticamente com 49 assinaturas

Senado Federal
Plenário do Senado Federal, em Brasília · Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Rogério Marinho (PL-RN), defendeu a alteração do regimento interno da Casa para facilitar a abertura de processos de impeachment. A proposta do senador é que um pedido de afastamento seja aberto automaticamente caso reúna a assinatura de 49 dos 81 parlamentares, sem depender de decisão do presidente do Senado.

A declaração ganha peso diante do resultado das eleições de domingo, que aumentaram a bancada de oposição. O Partido Liberal (PL) elegeu 19 senadores, passando a contar com 28 cadeiras a partir da próxima legislatura. Com esse tamanho, o partido fica mais próximo dos 41 votos necessários para eleger o próximo presidente da Casa, disputa que deve ocorrer em fevereiro de 2027.

Apesar do fortalecimento da bancada, Marinho afirmou que a discussão sobre quem será o candidato do partido à presidência do Senado deve ficar para depois do segundo turno da eleição presidencial. Ele ressaltou que, mesmo com a maior bancada, o PL precisará negociar com outros partidos para eleger um nome.

O próprio Marinho, que concorreu ao cargo em 2023 e foi derrotado por Rodrigo Pacheco (PSD-MG), é um dos cotados para a disputa. Além dele, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também manifestou interesse em se candidatar. Segundo Marinho, a intenção da colega é "extremamente respeitável" e a oposição buscará um consenso em torno de um único nome.

Com informações de UOL, Terra e Folha.

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