Terça-feira, 20 de outubro de 2026
Saúde

Coparticipação cresce em planos de saúde e agência tenta rever regras

Modalidade já atinge 71% dos contratos empresariais enquanto setor opera sob norma de 1998

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abriu discussões para atualizar as regras de coparticipação em planos de saúde coletivos empresariais, modelo de cobrança que alcançou 71,1% dos trabalhadores segurados em 2025. O índice representa um salto em relação aos 63,5% registrados em 2020, segundo levantamento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A taxa cobrada por consulta ou exame impacta o orçamento dos usuários que utilizam a saúde privada, responsável por cobrir 53 milhões de beneficiários no Brasil. Embora o pagamento adicional possa desestimular desperdícios, a ausência de um teto calibrado pode levar famílias a adiar diagnósticos essenciais por falta de dinheiro.

O estudo, realizado a pedido do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), mostrou que a cobrança já atinge 79,1% dos contratos em companhias com mais de mil funcionários e avançou de 43,3% para 58,1% nas pequenas empresas. Apesar da expansão expressiva, o mercado ainda é regulado pela Resolução 8 do Conselho de Saúde Suplementar (Consu), aprovada no ano de 1998.

A câmara técnica da agência reguladora já realizou quatro reuniões entre operadoras, entidades de defesa do consumidor e o Ministério Público, mas ainda não definiu prazos para publicar uma proposta em consulta pública.

Com informações de UOL e Folha.

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