Sábado, 03 de outubro de 2026
Mundo

Copiloto que atacou comandante em voo para Israel já tinha restrições por extremismo

Agressor havia sido banido da aviação em Omã antes de ser contratado pela FlyDubai; caso é tratado como terrorismo.

O copiloto responsável por esfaquear o comandante de um avião da FlyDubai que tinha Israel como destino, na última quarta-feira (30), já estava proibido de voar pelo governo de Omã devido às suas visões extremistas, informou o jornal Wall Street Journal.

A revelação expõe uma grave lacuna na segurança da aviação civil no Oriente Médio. O alerta joga luz sobre como um profissional com histórico atrelado a suspeitas de radicalização conseguiu ser contratado por outra companhia e atuar livremente em rotas internacionais sensíveis.

Segundo a investigação jornalística, a contratação pela FlyDubai ocorreu mesmo após as restrições omani. O episódio levanta questionamentos sobre os protocolos de checagem, já que não se sabe ao certo se as autoridades de Omã chegaram a alertar agências de outros países sobre o perigo iminente. A FlyDubai e o governo omâni recusaram-se a comentar as revelações.

O ataque violento ocorreu quando a aeronave comercial, com 174 passageiros, cruzava o espaço aéreo da Jordânia em direção a Tel Aviv. O copiloto utilizou uma faca contra o piloto titular para tentar assumir os comandos e derrubar o avião, provocando uma queda livre de cerca de 4.300 metros em meros 30 segundos, até ser dominado pelos passageiros e tripulantes restantes. O voo fez um pouso de emergência na Arábia Saudita, onde o agressor foi preso. Autoridades israelenses e emiradenses investigam a ação como terrorismo.

Com informações de G1 e Google Notícias.

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