Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Economia

Derretimento do gelo e conflitos impulsionam rota marítima do Ártico

Viagens comerciais no extremo norte cresceram drasticamente enquanto navios fogem da guerra no Oriente Médio

A combinação do aquecimento global acelerado e das escaladas de guerra no Oriente Médio está redesenhando forçosamente o mapa da navegação comercial. O transporte marítimo de cargas pelo hostil e gélido Oceano Ártico atingiu níveis recordes, impulsionado pelo derretimento das calotas polares e pela urgente necessidade dos armadores de evitar as rotas interceptadas por conflitos no globo.

Em setembro do mês passado, mês que costuma ditar o pico do tráfego norte, as viagens por essa rota alcançaram um total de 133 embarcações, um volume mais de quatro vezes superior ao anotado no mesmo período em 2022. Embora metade desses navios opere com autorização de bandeira russa, empresas da China passaram a utilizar o corredor para chegar até a Europa com suas mercadorias, desviando totalmente dos perigos armados próximos ao Canal de Suez e do Mar Vermelho.

A atração desse atalho está não apenas na segurança contra mísseis e piratas, mas na economia brutal de tempo. Uma recente viagem porta-contêineres iniciada na China encostou no Reino Unido em apenas 24 dias usando a cobertura do Ártico, contra as habituais travessias que chegam a demorar 40 dias pelo sul do continente africano. Devido ao derretimento de grandes massas de água verificado em 2025, os oceanógrafos notaram que a via está ficando transitável para barcos que nem sequer quebram o gelo.

Com informações de UOL e Folha.

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