Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Brasil

Denúncias de assédio eleitoral no trabalho disparam mais de 800% no ano

Dados do Ministério Público do Trabalho revelam 785 casos de coação de empregados registrados até setembro, contra apenas 85 no mesmo período das eleições de 2022.

Edifício-sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST) em Brasília
Foto: CNJ / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O número de denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho sofreu um salto alarmante ao longo deste ano. De janeiro a setembro, o Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 785 casos do tipo, representando um aumento de 823,5% na comparação com o mesmo período do ciclo eleitoral de 2022, quando os procuradores receberam apenas 85 relatos.

O assédio eleitoral se configura sempre que um empregador usa de sua posição de poder hierárquico para intimidar, pressionar ou coagir os funcionários a apoiarem ou votarem em determinado candidato político. A prática ilegal inclui desde a promessa de prêmios e benefícios em caso de vitória até ameaças abertas de demissão se os trabalhadores não participarem de atos políticos específicos ou não cederem à pressão.

O ritmo acelerado em que as denúncias estão chegando ao órgão tem chamado a atenção das autoridades federais. Somente no mês de setembro, o MPT recebeu 521 relatos de coação em todo o país, muito acima dos 68 casos contabilizados no mesmo mês de 2022. Em cenários mais localizados, como no Piauí, o número de ocorrências registradas em cidades do interior e na capital Teresina chegou a dobrar em apenas um dia, às vésperas do primeiro turno.

A preocupação do Ministério Público do Trabalho agora se volta para os reflexos do segundo turno das eleições. Segundo o procurador do Trabalho Igor Gonçalves, que atua como coordenador nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades, a segunda rodada do pleito tende a gerar uma polarização política ainda maior, o que sinaliza que o volume de denúncias pode continuar crescendo nas próximas semanas.

Com informações de Estadão, Google Notícias e G1.

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