Domingo, 04 de outubro de 2026
Política

Deputada mais votada em São Paulo afirmou que indígenas cometem canibalismo

Eduarda Campopiano foi alvo de boletim de ocorrência por racismo no início do ano após discurso feito em um podcast.

A deputada estadual eleita com maior volume de votos nas urnas de São Paulo neste domingo (4), Eduarda Campopiano (PL), é autora de declarações preconceituosas que criminalizam os povos indígenas. A política de Praia Grande participou de um podcast na internet, em maio, e chegou a agradecer pela colonização do Brasil com a justificativa de que a prática evitou rituais de canibalismo.

A fala se tornou motivo de revolta de ativistas e gerou o registro formal de um boletim de ocorrência por racismo movido pela liderança indígena Katú Mirim. A eleição confortável de políticos com registros de intolerância chama atenção sobre o alinhamento de parcelas do eleitorado com retóricas abertamente agressivas e controversas.

Na gravação que motivou a denúncia, Campopiano alegou que, sem a catequização de mulheres nativas, elas estariam consumindo carne humana e matando crianças. Ela ainda tentou relacionar falaciosamente os povos originários aos extremistas de direita atuais como supostos responsáveis por evitar violências e sacrifícios na floresta.

Durante as apurações de domingo, com 85% das seções lidas, a candidata rompeu a impressionante marca de 1,6 milhão de votos e assegurou com tranquilidade sua cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A parlamentar eleita optou por não se manifestar com os veículos de imprensa até o término das apurações do primeiro turno.

Com informações de UOL, Folha e G1.

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