Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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Economia

Desenrola 3.0 mira R$ 150 bilhões em dívidas com compra de carteiras em leilão

União compraria dívidas de até R$ 10 mil com desconto mínimo de 90% e repassaria o abatimento ao devedor

O governo anunciou na sexta-feira (25) a terceira edição do Desenrola, programa de renegociação de dívidas que desta vez mira até R$ 150 bilhões em pendências das famílias brasileiras.

Como funcionaria

A proposta é que a União compre das instituições credoras, com desconto mínimo de 90%, carteiras de dívidas — e repasse esse desconto ao devedor, que poderá quitar à vista ou parcelar o saldo restante.

Com esse piso de desconto, o gasto público ficaria em no máximo R$ 15 bilhões, valor a ser previsto nos Orçamentos de 2027 e 2028. O percentual efetivo, porém, sairá de um leilão com os credores.

Quem entra

Entram dívidas bancárias e não bancárias de até R$ 10 mil em valor original, inadimplidas entre 2 anos e 4 anos e meio, contados de 25 de setembro de 2026.

Os leilões poderão ser feitos em lotes e separados por natureza da dívida ao longo de 2026, 2027 e 2028. No primeiro lote, cujo processo deve começar em novembro, entram dívidas de cartão de crédito rotativo e parcelado e de crédito pessoal sem consignação em folha. Depois virão outros setores, como varejo e contas de água e luz.

O tamanho do problema

O estoque de dívida negativada no país é de R$ 592 bilhões, com 83,9 milhões de pessoas negativadas. Cerca de 55% desse total corresponde a dívidas não bancárias — água, luz, telefonia e varejo —, e 20% referem-se especificamente a serviços essenciais de água, luz e energia.

A nova edição foi antecipada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao jornal Extra.

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