Desmatamento na Amazônia sobe 9% em setembro, mas Cerrado registra queda
Números mensais apresentaram oscilação, porém os dois maiores biomas do Brasil mantêm o recuo do desmate no acumulado do ano.
O desmatamento em território brasileiro se comportou de forma muito diferente nas principais regiões nativas do país em setembro. De acordo com o sistema de monitoramento Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a derrubada de árvores cresceu 9% na Amazônia, mas despencou expressivos 30% no Cerrado na comparação com o mesmo mês do ano de 2025.
No caso da Amazônia, a vegetação extinta durante os 30 dias do mês totalizou 350 km², um aumento sobre a marca de 327 km² do ano anterior. O principal vilão desse avanço foi o estado do Pará, que contabilizou sozinho mais da metade do estrago (177 km²). Mato Grosso e Amazonas aparecem em seguida no topo das derrubadas.
Do outro lado, a preservação sorriu para o Cerrado, que perdeu apenas 253 km² em setembro, marcando uma retração forte diante dos 360 km² perdidos doze meses atrás. Apesar do cenário positivo, o Maranhão, o Mato Grosso e o Tocantins seguiram como os locais que mais perderam mata da savana brasileira.
Ao observar os dados dos últimos nove meses, porém, a fotografia nacional mostra uma tendência consolidada de recuperação verde. No acumulado do ano, a floresta amazônica desidratou seu índice de desmatamento em quase 27% (de 3.272 km² para 2.392 km²). O Cerrado não ficou para trás e reduziu seu passivo em 9%, assegurando que a ação de fiscalização continue baseada em indicadores favoráveis.
Com informações de UOL e Folha.
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