Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Brasil

Dezoito estados investem menos da metade do valor ideal por estudante escolar

Levantamento do Inesc aponta que apenas o Distrito Federal alcançou o patamar adequado de recursos entre 2021 e 2025

Dezoito das 27 unidades da Federação destinaram, em média, menos da metade do montante considerado adequado para financiar a educação pública básica entre 2021 e 2025, conforme levantamento divulgado neste domingo (11) pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

O estudo toma como referência o Custo Aluno Qualidade (CAQ), métrica que calcula a verba necessária por estudante ao ano para assegurar escolas estruturadas, turmas com limite adequado de alunos e salários condizentes para os professores, com valores de referência que variam de R$ 10 mil no Rio de Janeiro a R$ 15,5 mil no Piauí.

No cenário realista do levantamento, o Distrito Federal foi a única unidade da Federação a ultrapassar a meta ao registrar investimento anual de R$ 16 mil por vaga para uma referência de R$ 10 mil. No extremo oposto figurou o Maranhão, que gastou R$ 2,8 mil por matrícula, ou cerca de 22% dos R$ 12,6 mil tidos como ideais, patamar seguido de perto por baixos investimentos em Alagoas (25%) e no Ceará (28%).

Em São Paulo e no Amapá, o desembolso alcançou 77% da meta do CAQ, com a rede paulista aplicando R$ 8,3 mil por estudante ante referência de R$ 10,8 mil. O relatório salienta que a carência orçamentária atinge com maior peso os estudantes pretos e pardos, cuja maioria nas redes públicas se localiza justamente nos estados nordestinos com maior defasagem de financiamento.

Com informações de UOL e Folha.

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