Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
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Economia

Divergências no discurso econômico de Flávio Bolsonaro geram dúvidas sobre ajuste

Declarações do candidato sobre cortes de impostos esbarram na promessa de sua equipe de impor um arrocho fiscal.

Flávio Bolsonaro
O senador e candidato Flávio Bolsonaro · Foto: Andressa Anholete/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

As contradições entre as promessas de campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o que projeta sua equipe econômica vêm levantando sérias dúvidas a respeito do programa de ajuste fiscal que o país terá em caso de vitória da oposição no segundo turno.

A falta de sincronia deixa eleitores e agentes do mercado financeiro apreensivos sobre se o próximo Executivo terá a solidez política necessária para adotar decisões impopulares frente às promessas proferidas nos palanques de campanha eleitoral.

Enquanto a porta-voz econômica do candidato, Daniella Marques, e sua equipe endossam a necessidade de um rigoroso controle de despesas e redução de gastos a partir de 2027, Flávio tem direcionado seus discursos para reduções da arrecadação. Ele já prometeu efetuar cortes agressivos em impostos, desonerar a folha de pagamentos e pausar temporariamente a implantação da reforma tributária. O político também garantiu que eventuais ajustes não atingirão a população de baixa renda ou aposentados.

A disparidade provocou disputas nos bastidores da coordenação de governo. De um lado, aliados avaliam que as correções orçamentárias devem ocorrer de modo gradual. Por outro lado, há o grupo inclinado a um "choque" econômico radical e imediato logo no primeiro ano, aos moldes do que Javier Milei praticou na Argentina, aproveitando a esperada maioria política eleita da direita no Congresso Nacional e no Senado.

Com informações de UOL e Folha.

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