Sábado, 10 de outubro de 2026
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Economia

Dólar recua para R$ 4,98 na maior queda semanal pós-eleição desde a criação do real

Favoritismo de Flávio Bolsonaro no primeiro turno impulsiona bolsa a recorde de 209 mil pontos

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro recebe apoio de partidos políticos · Foto: Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

A moeda norte-americana encerrou a sexta-feira cotada a R$ 4,985, consolidando uma retração de 4,43% ao longo da semana seguinte ao primeiro turno das eleições presidenciais. Esta é a maior queda semanal de um período pós-urnas registrada desde que o Plano Real foi instituído no Brasil, no ano de 1994.

O movimento agressivo de queda nos preços da moeda estrangeira barateia, na prática, os produtos importados e as viagens ao exterior para os brasileiros. O recuo ocorre porque o mercado financeiro reavaliou e diminuiu o risco das aplicações no país, impulsionado pela dianteira do candidato Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial, o que também levou a Bolsa de Valores (B3) a bater um recorde histórico, chegando aos 209.066 pontos.

Antes de os eleitores irem às urnas no domingo, o dólar operava perto da casa de R$ 5,21. Durante as negociações desta última sessão da semana, chegou a oscilar entre R$ 5,009 e R$ 4,976. No balanço de 2026 até aqui, a moeda já despencou mais de 9%. O mercado agora aguarda os desdobramentos dos acordos políticos no Congresso e a pesquisa de intenção de voto do próximo fim de semana, de olho na decisão das urnas marcada para o dia 25.

Com informações de Valor Investe e Revista Oeste.

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