Donald Trump alega merecer o Nobel da Paz, mas teme recusa do comitê
O presidente norte-americano argumentou ter evitado conflitos maiores, enquanto jornalistas especulam candidatos como o Papa Francisco e o economista Mark Carney
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na quarta-feira (7) acreditar que merece plenamente receber o Prêmio Nobel da Paz deste ano pelas suas movimentações diplomáticas, embora tenha demonstrado desconfiança e pessimismo quanto à decisão real do júri. Os premiados definidos pelo comitê sediado na Noruega serão anunciados publicamente já nesta sexta-feira.
As afirmações de Trump integram os debates contemporâneos a respeito do direcionamento dessas premiações cobiçadas em cenários cada vez mais polarizados ao redor do planeta. Caso a honraria não caia sobre si, as falas do americano possivelmente municiarão seus discursos para tentar enfraquecer o peso e o reconhecimento da entidade europeia ao seu eleitorado nacional.
Ao argumentar em favor do seu nome aos repórteres que o questionavam, o político sustentou ter feito feitos muito maiores que as outras personalidades na tentativa de promover a paz mundial. Trump também não eximiu as controvérsias que cercaram sua liderança, confessando que esteve em pé de guerra direto com o Irã e que ainda não ajudou a consolidar uma resolução diplomática duradoura que ponha fim à violência militar da Ucrânia.
Enquanto o líder estadunidense aguarda, analistas da imprensa europeia apontam para favoritos que apresentam atuações bastante diferentes. Entre os principais nomes cotados para vencer Trump nos corredores do Nobel aparecem a liderança da Igreja Católica Romana, Papa Francisco, bem como a figura do economista Mark Carney, que teve destaque. Vale lembrar que a láurea de 2025 já havia sido outorgada com bastante repercussão política para a opositora da Venezuela, Maria Corina Machado.
Com informações de The Independent, Al Jazeera, South China Morning Post e Time.
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