Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
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Donald Trump alega merecer o Nobel da Paz, mas teme recusa do comitê

O presidente norte-americano argumentou ter evitado conflitos maiores, enquanto jornalistas especulam candidatos como o Papa Francisco e o economista Mark Carney

Donald Trump
Portrait of 45th and 47th POTUS, Donald Trump taken by Daniel Torok This portrait is displayed at the Smithsonian National Portrait Gallery and was approved for use on a commemorative Semiquincentenni · Foto: Daniel Torok / Wikimedia Commons (Public domain)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na quarta-feira (7) acreditar que merece plenamente receber o Prêmio Nobel da Paz deste ano pelas suas movimentações diplomáticas, embora tenha demonstrado desconfiança e pessimismo quanto à decisão real do júri. Os premiados definidos pelo comitê sediado na Noruega serão anunciados publicamente já nesta sexta-feira.

As afirmações de Trump integram os debates contemporâneos a respeito do direcionamento dessas premiações cobiçadas em cenários cada vez mais polarizados ao redor do planeta. Caso a honraria não caia sobre si, as falas do americano possivelmente municiarão seus discursos para tentar enfraquecer o peso e o reconhecimento da entidade europeia ao seu eleitorado nacional.

Ao argumentar em favor do seu nome aos repórteres que o questionavam, o político sustentou ter feito feitos muito maiores que as outras personalidades na tentativa de promover a paz mundial. Trump também não eximiu as controvérsias que cercaram sua liderança, confessando que esteve em pé de guerra direto com o Irã e que ainda não ajudou a consolidar uma resolução diplomática duradoura que ponha fim à violência militar da Ucrânia.

Enquanto o líder estadunidense aguarda, analistas da imprensa europeia apontam para favoritos que apresentam atuações bastante diferentes. Entre os principais nomes cotados para vencer Trump nos corredores do Nobel aparecem a liderança da Igreja Católica Romana, Papa Francisco, bem como a figura do economista Mark Carney, que teve destaque. Vale lembrar que a láurea de 2025 já havia sido outorgada com bastante repercussão política para a opositora da Venezuela, Maria Corina Machado.

Com informações de The Independent, Al Jazeera, South China Morning Post e Time.

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