Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Mundo

Trump afirma que não acredita em uso de arma biológica após morte por peste na Rússia

Autoridades russas negam risco de epidemia e dizem ter monitorado todas as pessoas próximas à pesquisadora

Donald Trump no Salão Oval
Foto: Molly Riley / The White House / Wikimedia Commons (Public domain)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (7) que descarta, neste primeiro momento, a tese de que a morte de uma cientista russa por peste pneumônica esteja associada à testagem ou vazamento de uma arma biológica. A funcionária de 28 anos perdeu a vida após se infectar ao quebrar um tubo de ensaio no laboratório onde trabalhava, na cidade siberiana de Irkutsk.

O posicionamento da Casa Branca busca diminuir a temperatura de um possível incidente diplomático ou sanitário, embora países da Europa sigam exigindo clareza técnica dos dados coletados em solo russo. A confirmação da doença gerou pânico silencioso no meio científico porque a peste pneumônica afeta os pulmões diretamente, transmitindo-se pelo ar de forma altamente letal e com contágio muito mais rápido do que a variante bubônica.

Em resposta à pressão da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de governos ocidentais por transparência, o governo da Rússia divulgou um relatório garantindo a inexistência de riscos de contágio em massa na Sibéria. A agência nacional de saúde pública, Rospotrebnadzor, afirmou que mais de 90% das pessoas que tiveram contato com a jovem doente já passaram por avaliação médica, e nenhuma apresentou qualquer sintoma de infecção.

Mesmo com as declarações apaziguadoras dos governos russo e americano, os países que dividem divisas terrestres na Ásia estão em alerta. A vizinha Mongólia determinou imediatamente o reforço das patrulhas de vigilância sanitária em suas fronteiras com a Sibéria para conter possíveis viajantes contaminados. O caso continua em observação pelas agências multilaterais de saúde.

Com informações de G1 e Google Notícias.

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