Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Economia

Agronegócio defende equilíbrio entre China e Estados Unidos após eleição

Setor teme que possível alinhamento com governo americano prejudique exportações para o mercado chinês.

Especialistas do agronegócio brasileiro defendem que o país mantenha uma relação equilibrada entre a China e os Estados Unidos após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. A avaliação ocorre no momento em que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) terminou a primeira etapa da votação à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O posicionamento do setor é importante porque a China é, atualmente, a maior compradora dos produtos agropecuários do Brasil e possui fortes investimentos em infraestrutura estratégica para as nossas exportações. Uma mudança brusca na diplomacia nacional, com prioridade excessiva aos Estados Unidos, poderia colocar em risco essas relações comerciais essenciais para a economia.

Segundo a especialista em China Larissa Wachholz, ex-assessora especial do Ministério da Agricultura, a preocupação do país asiático envolve o possível alinhamento de países da América Latina com os Estados Unidos, hoje governados por Donald Trump. Durante um evento no Insper, em São Paulo, ela destacou que os chineses buscam evitar investimentos em locais de confronto ou que não ofereçam estabilidade jurídica.

O debate sobre a política externa ganha força na reta final da campanha eleitoral, já que a postura diplomática do próximo presidente ditará os rumos das parcerias comerciais do país a partir do ano que vem.

Com informações de G1 e Google Notícias.

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