Eduardo Paes rebate queixas e diz que não é "vassalo" de Lula
Candidato ao governo do Rio de Janeiro reafirmou apoio, mas criticou estrutura do PT no estado
O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou nesta quarta-feira (7) que atuará na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, mas ressaltou que não é um "vassalo" do petista. A declaração foi feita durante um evento político na Rocinha, zona sul da capital fluminense.
A manifestação ocorre logo após o vazamento de queixas feitas por Lula a aliados sobre o nível de empenho do ex-prefeito na campanha presidencial no estado. O movimento busca reafirmar o apoio eleitoral sem que isso transpareça uma submissão automática às lideranças do Partido dos Trabalhadores.
Paes relatou que conversou diretamente com Lula por telefone na noite de terça-feira (6) e negou a existência de qualquer mal-estar pessoal, atribuindo os rumores a "intrigueiros". O candidato defendeu sua postura destacando que sua chapa é plural e que não cobra de seus próprios eleitores e aliados um alinhamento absoluto.
Apesar de garantir que fará a campanha pelo petista, o ex-prefeito fez críticas diretas à estratégia política de Lula no Rio de Janeiro. Paes pontuou que o governo federal injetou mais de R$ 20 bilhões em investimentos na Baixada Fluminense, mas que a articulação partidária falhou em converter esse trabalho em reconhecimento e votos da população local.
Com informações de UOL, Folha e Metrópoles.
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