Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Política

Reunião que selou apoio de PP e União a Flávio Bolsonaro teve clima abatido

Recém-derrotados nas urnas de seus estados, caciques de direita oficializaram aliança para o segundo turno

O senador Flávio Bolsonaro no Plenário do Senado
Foto: Geraldo Magela / Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A decisão da federação formada pelo União Brasil e pelo Partido Progressista (PP) de apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno já era desenhada nos bastidores, mas a reunião que confirmou a aliança aconteceu sob um clima de abatimento e tristeza. O encontro na capital federal, realizado na tarde de terça-feira (7), transcorreu com lideranças expressivas lamentando os golpes que sofreram nas urnas em seus domicílios eleitorais.

Esse sentimento na cúpula partidária expõe as rachaduras no poder dos caciques da direita após o primeiro turno e mostra como as legendas chegam com feridas abertas para as novas frentes de campanha. Participantes da mesa de deliberações descreveram um evento vazio de entusiasmo e cheio de desabafos sobre o resultado adverso na política local.

O próprio presidente do PP, Ciro Nogueira, participou do evento logo depois de perder a disputa para o Senado pelo Piauí, o que deixará o político sem um mandato após 31 anos ocupando cargos. Na mesma primeira fileira do evento estava ACM Neto, vice-presidente do União Brasil, que se apresentou muito abalado pelo revés na eleição para o governo da Bahia, vencida pelo petista Jerônimo Rodrigues.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), também esteve presente para alinhar as ações com a campanha de Flávio Bolsonaro. No entanto, ela chegou atrasada ao evento e aproveitou a sua fala apenas para protestar sobre a sua disputa local, lamentando não ter batido o candidato adversário em Brasília na rodada inicial de votos.

Com informações de Estadão e Google Notícias.

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