Segunda-feira, 19 de outubro de 2026
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Economia

Eleição brasileira é a primeira decidida pelo precariado, diz economista Guy Standing

Autor britânico avalia que o avanço do trabalho informal e sem direitos molda o cenário político no país

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A eleição presidencial brasileira de 2026 é a primeira decidida pelo avanço do precariado, camada social marcada pela insegurança econômica e pela perda de garantias trabalhistas, segundo afirmou o economista britânico Guy Standing em entrevista divulgada neste domingo (18).

A transformação afeta diretamente os rumos políticos do país, pois trabalhadores sem carteira assinada, com renda incerta e pouca proteção previdenciária tendem a reagir contra o sistema tradicional. Esse descontentamento, de acordo com o pesquisador, amplia a força de discursos radicais nas urnas.

Standing popularizou a definição há quinze anos no livro 'O Precariado: A Nova Classe Perigosa', combinando os termos proletariado e precário para descrever indivíduos submetidos à flexibilização extrema do mercado. Na obra, ele já previa que a expansão desse contingente provocaria guinadas eleitorais, citando como exemplo a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos em 2016. Para o economista, o Brasil tornou-se um caso exemplar dessa dinâmica global, com a disputa polarizada entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro sendo orientada pelas angústias dessa nova massa de trabalhadores autônomos e de aplicativos.

Com o segundo turno marcado para o próximo domingo (25), o comportamento desse grupo vulnerável segue como o principal desafio de atração para as campanhas, que tentam responder à demanda por renda e estabilidade sem apresentar propostas estruturais de longo prazo para as relações trabalhistas.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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