Sexta-feira, 06 de novembro de 2026
Mundo

Eleitores nos Estados Unidos aprovam restrições a pessoas trans em plebiscitos

Consultas populares realizadas junto à votação legislativa também barraram imposto sobre bilionários e definiram regras sobre armas

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Eleitores de diversos estados dos Estados Unidos aprovaram medidas que restringem direitos de pessoas transgênero e rejeitaram a taxação de grandes fortunas em consultas populares realizadas na terça-feira (3). As votações ocorreram de forma simultânea às eleições de meio de mandato, que renovaram todas as cadeiras da Câmara dos Deputados e um terço do Senado norte-americano.

Ao todo, foram realizadas pelo menos 150 consultas estaduais sobre temas sociais e econômicos. No Arizona, Colorado, Nebraska e Washington, a população votou a favor da proibição da participação de meninas e mulheres trans em competições esportivas femininas em escolas e universidades. No Arizona, a regra foi ampliada para a rede de ensino privada e determinou restrições ao uso de banheiros e vestiários coletivos.

As pautas de costumes foram impulsionadas por lideranças do Partido Republicano e pelo ex-presidente Donald Trump como estratégia para mobilizar a base eleitoral conservadora. Em contrapartida, defensores dos direitos humanos criticaram as medidas, afirmando que as leis estaduais promovem a exclusão de minorias e intensificam preconceitos no ambiente escolar.

Além das questões de identidade de gênero, os eleitores rejeitaram uma proposta pioneira que criava tributos específicos para bilionários e decidiram sobre pautas locais, como a escolha da arma oficial do estado de Idaho e a execução semanal obrigatória do hino nacional em escolas do Alabama. Os novos textos legais aprovados nas urnas devem entrar em vigor nos respectivos estados ao longo do próximo ano.

Com informações de UOL, Folha e Google Notícias.

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