Sábado, 31 de outubro de 2026
Política

Elos na fuga de Flávio Bolsonaro incluem jato investigado e assessor de Milei

Senador usou passaporte italiano para entrar no país vizinho após ter documentos retidos pelo ministro Alexandre de Moraes

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A travessia de Flávio Bolsonaro pela Argentina rumo aos Estados Unidos, consolidada na madrugada de quarta-feira (28/10), revelou novas suspeitas sobre o uso de um jato privado e a proximidade de integrantes da administração do presidente Javier Milei durante a operação de saída.

O senador brasileiro viajou após ser notificado sobre a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para recolher seus passaportes sob investigação judicial. Registros oficiais apontam que ele utilizou a cidadania italiana para ingressar em Puerto Iguazú e apresentou passaporte diplomático brasileiro ao desembarcar em solo norte-americano, sem que houvesse alerta vermelho da Interpol emitido até o momento de sua passagem pelas fronteiras.

A aeronave que transportou o parlamentar é operada pela empresa Baires Fly S.A., companhia já citada na Justiça argentina em uma apuração sobre suposta lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos de saúde — escândalo que culminou na demissão de Diego Spagnuolo, ex-diretor e antigo advogado ligado a Milei. Segundo publicação do jornal argentino El Clarín, o assessor presidencial Santiago Caputo esteve na cidade de fronteira na noite de terça-feira (27/10). A defesa do senador e os representantes do governo argentino sustentam a regularidade formal da viagem, alegando inexistência de mandado de prisão internacional.

Com informações de UOL e Folha.

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