Domingo, 04 de outubro de 2026
Política

Em cenário polarizado, Bahia teve apenas dois segundos turnos desde a redemocratização

A disputa pelo estado costuma ser resolvida na primeira fase nas urnas entre os líderes políticos locais

As disputas eleitorais pelo governo da Bahia carregam uma dinâmica singular no mapa nacional brasileiro: os cidadãos do estado costumam resolver quem governará do Palácio de Ondina ainda na primeira vez que vão às urnas. Ao todo, a necessidade de organizar um segundo turno só ocorreu em duas das eleições desde a volta da democracia.

Essa inclinação baiana se justifica pela existência de fortes consolidações políticas em épocas diferentes. A primeira ocorrência extra foi no ano de 1994, com o triunfo de Paulo Souto sobre o rival João Durval Carneiro. Já a segunda precisou esperar décadas para ocorrer, em 2022, resultando na consagração do petista Jerônimo Rodrigues em uma disputa acirrada contra ACM Neto.

Nas eleições de 2026, a configuração política da Bahia sinaliza para as urnas a mesma fórmula de polarização, colocando de novo Jerônimo Rodrigues e ACM Neto como os grandes antagonistas na busca por concentrar quase a totalidade dos votos. A adesão de peças que outrora buscaram ser terceira via para cargos majoritários, a exemplo de João Roma — hoje postulando o Senado —, corrobora a força desse histórico estadual polarizado.

Com informações de Exame e G1.

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