Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
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Tecnologia

Empresa tentou convencer Vaticano de que IA tem consciência, mas ouviu 'não'

Diretor da Anthropic apontou indícios de introspecção nas máquinas, contrariando encíclica do Papa Leão XIV

O cofundador e pesquisador da empresa de tecnologia Anthropic, Christopher Olah, tentou argumentar com assessores do Papa Leão XIV de que os modelos de inteligência artificial estariam desenvolvendo níveis de consciência, mas a tese foi firmemente rejeitada pela Igreja Católica.

O episódio ilustra a crescente discordância entre as cúpulas do setor tecnológico, que começam a sugerir capacidades quase humanas nas máquinas, e as lideranças religiosas. A Anthropic havia sido convidada pelo Vaticano para um evento exatamente por possuir uma reputação de maior rigor ético no desenvolvimento da tecnologia.

Durante os encontros com a cúpula da Igreja, Olah sugeriu que os pesquisadores começaram a identificar dentro dos códigos estruturas semelhantes aos achados da neurociência humana. Ele afirmou que já existem "evidências de introspecção" nos grandes modelos de linguagem criados pela empresa.

No entanto, a Igreja manteve sua postura. Em maio, o Papa Leão XIV publicou a encíclica "Magnifica Humanitas", documentando oficialmente que a inteligência artificial não possui corpo, sentimentos ou experiências reais, resumindo-se a uma imitação da linguagem. Dias após o evento com a companhia, o pontífice reiterou publicamente que os algoritmos são carentes da "faísca de humanidade".

Com informações de UOL e Google Notícias.

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