Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Economia

Mercado de seguros diverge sobre quem paga danos por inteligência artificial

Executivos debatem se perdas com novos sistemas devem ser tratadas como risco digital ou falha de responsabilidade civil

O avanço das ferramentas de inteligência artificial (IA) criou um impasse entre as empresas de seguros: de quem é a conta quando a tecnologia causa danos graves? Durante a Cúpula de Risco Digital, evento setorial realizado nesta terça-feira (6) nos Estados Unidos, os executivos mostraram que estão divididos sobre quais apólices devem cobrir os prejuízos ligados a esses sistemas.

A dúvida afeta diretamente as empresas que investem na tecnologia. O debate se concentra em classificar se os acidentes — e até mesmo ataques de hackers usando IA — são apenas problemas de infraestrutura de computadores, que cairiam nas tradicionais coberturas de cibersegurança, ou se indicam uma falha no planejamento das lideranças das companhias.

Para uma parte do setor, os riscos de a IA infringir direitos autorais, espalhar preconceitos ou usar dados vazados ultrapassam a fronteira da tecnologia. Nessas situações, o peso recai sobre a governança, exigindo o acionamento de apólices de responsabilidade civil feitas para proteger o conselho de diretores e os executivos que implementaram a ferramenta sem os devidos testes.

Com informações de UOL, CNN Brasil e InfoMoney.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise