Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Cultura

Marcas de moda respondem à inteligência artificial com roupas imperfeitas

Grifes levam visuais amassados e desgastados às passarelas para destacar a vulnerabilidade da produção humana

As passarelas da temporada de moda internacional, encerrada nesta terça-feira (6) com a Semana de Moda de Paris, na França, foram dominadas por criações com uma aparência propositalmente amassada e levemente esgarçada. O visual desestruturado foi a forma que as marcas de luxo de diferentes países encontraram para reagir esteticamente à busca pela perfeição visual acelerada pelos novos recursos de inteligência artificial.

O desfile de imperfeições aponta para uma reavaliação da criatividade de estúdio e tenta colocar a vulnerabilidade humana novamente no centro dos holofotes artísticos. A nova estratégia de mercado consiste em ressaltar a assimetria e o esforço braçal do costureiro como as verdadeiras marcas de um artigo exclusivo nos dias de hoje.

A corrente ganhou força inicialmente nos palcos de Londres, quando a Burberry desfilou sob a chuva com sobretudos que pareciam ter sido amassados ao longo de um dia. Na Itália, a Prada abraçou o estilo levando dezenas de saias repuxadas e irregulares aos espectadores. O ciclo de protesto criativo se fechou em Paris com a coleção da Tom Ford, onde a estilização do designer Haider Ackermann combinou o fator sedutor típico da grife com couro, fendas e modelagens descompromissadas e humanas.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise