Vencedor do Nobel de Física diz estar 'nervoso' com avanço da Inteligência Artificial
Aos 64 anos, Eric Cornell confessa preocupação com a rapidez do desenvolvimento da tecnologia e ressalta não ter garantias de um impacto positivo na sociedade.
O respeitado físico norte-americano Eric Cornell, vencedor do Prêmio Nobel de Física em 2001, revelou apreensão direta a respeito do desenvolvimento desenfreado de ferramentas baseadas na chamada Inteligência Artificial (IA). Aos 64 anos, o cientista admitiu em um bate-papo descontraído que não emprega a tecnologia tecnológica para otimizar a sua própria rotina diária de pesquisas e brincou abertamente relatando que já se acha "muito velho para isso".
O alerta crítico repassado pelas mãos de um cientista tão fundamental do nosso mundo evidencia de maneira forte que os laboratórios também concentram e vivem intensas correntes de dúvidas e especulações de uso. A discussão profunda acerca do limite e do controle dessa nova era digital tornou-se obrigatória e generalizada, e a óbvia ausência de garantias sólidas e confiáveis sobre como ou quando se aplicarão de fato no nosso benefício direto tem mantido o medo de especialistas num patamar bastante elevado de incerteza global.
Em uma entrevista pessoal no Instituto Conjunto de Astrofísica (Jila), sediado na cidade de Boulder, nos Estados Unidos da América, Cornell asseverou que está altamente surpreso, por um lado, porém bem inquieto e desconfortável com a velocidade que as invenções de computadores ganham autonomia e vida própria. Ele não desmente ou oculta na entrevista que todo esse ecossistema terá um imenso efeito rebote, no entanto, argumenta repetidas vezes que "não posso dizer com certeza que serão bons", o que logicamente já o faz admitir publicamente de sua posição de renome que se sente "um pouco nervoso".
Natural do importante centro inovador do norte da Califórnia (Palo Alto), Cornell foi prestigiado historicamente aos 39 anos de idade e recebeu os maiores méritos por suas incríveis validações de base que comprovavam finalmente os ideais esquecidos e esboçados de Albert Einstein e de físicos parceiros, chegando em uma grande criação supergelada que mudava de fato toda a formação científica, e serviu para desvendar todo o estudo de matéria e abriu rumos definitivos para pesquisadores experimentarem mundos da mecânica quântica por todos os dias de laboratório no século seguinte.
Com informações de Poder360, Google Notícias e G1.
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