Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Tecnologia

Empresa de ex-pesquisadores do Google lança modelo de IA que tenta superar China

Sistema batizado de Beam possui mais de 500 bilhões de parâmetros e foco em aprendizado por reforço.

A Reflection AI, uma empresa com sede em Nova York com participação e aporte financeiro da Nvidia, anunciou o lançamento do Beam, seu primeiro modelo de inteligência artificial de código aberto, na segunda-feira (5). Criada por ex-pesquisadores vindos do Google DeepMind, a companhia ingressa no disputado mercado com o objetivo direto de rivalizar e superar os modelos de empresas rivais da China e dos próprios Estados Unidos.

O anúncio caracteriza uma nova tentativa de pesquisadores americanos em retomar as posições de liderança no segmento de programas abertos para o público. Ao longo dos últimos meses, ferramentas desenvolvidas por organizações chinesas, a exemplo da DeepSeek e da Moonshot, demonstraram grande avanço e popularidade. Entregar uma ferramenta sem restrições a outros pesquisadores globais é uma das apostas ocidentais para estimular o mercado americano de volta ao protagonismo.

De acordo com os desenvolvedores da Reflection AI, o Beam foi treinado a partir da leitura de 23,8 trilhões de tokens formados por dados públicos, adquirindo cerca de 501 bilhões de parâmetros operacionais na arquitetura final. O alto investimento nas etapas de aprendizado por reforço permitiu, segundo o lançamento, igualar e bater de frente com o desempenho das inteligências artificiais com tamanhos equiparáveis disponíveis na concorrência.

A corrida por dominar o setor foi aquecida não só pelo anúncio americano, pois até desenvolvedoras de outras regiões apresentaram evoluções da indústria na mesma semana, a exemplo da revelação do Mistral Large 4 pela francesa Mistral. As expectativas agora giram em torno de possíveis atualizações chinesas para se manterem no alto patamar de inovações e processamento aberto, delineando uma intensa concorrência para o decorrer do ano.

Com informações de Bloomberg, Fortune, Hacker News e CNBC.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise