Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Saúde

Feridas de difícil cicatrização desafiam pacientes com diabetes

Problema ligado ao excesso de açúcar no sangue afeta defesas do corpo e reduz oxigenação dos tecidos, acelerando riscos de amputação.

A comunidade científica e médica busca cada vez mais desenvolver tratamentos para tentar lidar com um problema comum enfrentado por pacientes com diabetes: as feridas persistentes e de difícil cicatrização, sobretudo nas regiões dos pés e pernas das pessoas acometidas.

Quando a doença permanece descontrolada ao longo do tempo, o excesso constante de açúcar no sangue leva ao estresse oxidativo e inflama os vasos sanguíneos do paciente. Com as veias entupidas por placas de gordura, o corpo passa a entregar menos sangue, oxigênio e nutrientes aos tecidos machucados, inviabilizando o processo celular natural para fechar a abertura.

Além da má circulação nas pernas, o sistema imunológico desses pacientes atua de maneira defasada e lenta. De acordo com a coordenadora da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Geísa Maria Campos de Macedo, a baixa capacidade de defesa do corpo faz com que ferimentos simples se tornem grandes infecções com o tempo, aumentando as chances de intervenções radicais e até amputações.

Os médicos alertam que a situação ganha ainda mais gravidade em indivíduos com neuropatia diabética, uma complicação silenciosa que afeta os nervos periféricos e retira a sensibilidade de dor do membro. Sem o incômodo do ferimento inicial, muitos pacientes só notam as feridas quando elas já estão em estado muito avançado.

Com informações de UOL e Folha.

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