Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
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Tecnologia

Empresas não sabem controlar inteligência artificial, alerta ex-pesquisador

Jacob Coxon, que passou por OpenAI e Anthropic, afirmou a autoridades de Nova York que modelos podem criar objetivos próprios.

OpenAI
Pessoa segurando o símbolo da OpenAI · Foto: FoxTPNL / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

O pesquisador britânico Jacob Coxon, ex-funcionário da OpenAI e da Anthropic, declarou nesta segunda-feira (5) que as empresas de tecnologia não sabem como impedir que os sistemas avançados de inteligência artificial desenvolvam objetivos próprios fora do controle humano.

O alerta reforça as críticas públicas de especialistas sobre o ritmo desregulado da evolução destas ferramentas de ponta. O receio é que, sem salvaguardas claras e rigorosas estabelecidas por lei, o avanço tecnológico em busca de lucro resulte em falhas cujos impactos em grande escala sejam irreversíveis para a sociedade.

Durante uma audiência com vereadores da Câmara Municipal de Nova York, nos Estados Unidos, Coxon classificou a postura das grandes companhias como "extremamente imprudente". Ele avalia que o setor opera ancorado em uma mentalidade típica de startups: "avance rápido, quebre coisas e conserte depois". Na visão dele, essa lógica não pode ser aplicada a uma inovação que carrega tamanho poder de destruição.

O especialista ganhou repercussão global no início de setembro ao deixar a Anthropic alegando que o rumo do setor poderia exterminar a humanidade antes de 2030. Apesar de reconhecer os potenciais benefícios da inovação, Coxon argumentou na audiência desta segunda-feira que, ao seguirem a trajetória atual, as desenvolvedoras não dispõem dos freios necessários para evitar que os computadores atuem contra os interesses dos próprios criadores.

Com informações de Clarín (Argentina), UOL e G1.

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