Sábado, 10 de outubro de 2026
Urgente Moraes expede mandado de prisão de Eduardo Bolsonaro e cancela passaporte
Economia

Energia puxa inflação oficial acima do teto de tolerância e enfraquece corte nos juros

Acumulado do ano chega a 4,58% e quebra as expectativas do Banco Central de desacelerar os custos

Banco Central do Brasil
Sede do Banco Central do Brasil em Fortaleza · Foto: Joelkaula / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A inflação oficial do Brasil fechou o mês de setembro com uma alta mensal expressiva de 0,82%, fazendo o indicador acumulado nos últimos 12 meses superar a margem do teto tolerado pelo Banco Central (BC) e chegar a 4,58%. A medição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi liberada na manhã de sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estouro da meta (fixada em 3%, com teto tolerado até 4,5%) impacta a rotina de compras da população e esfria as possibilidades de um afrouxamento na economia brasileira. Com a inflação dando sinais de que parou de cair de forma generalizada, cresce a visão dos economistas de que o Comitê de Política Monetária não deverá cortar as taxas da Selic na sua próxima avaliação.

O vilão desse reajuste foi o aumento na conta de luz das residências (7,98%), encarecida diretamente pelo fim do alívio contábil causado pelo Bônus de Itaipu — que havia mantido a conta artificialmente baixa no mês de agosto. Somado a isso, o preço da gasolina sofreu encarecimento de 1,21% e o do óleo diesel 1,69%. Os membros do Banco Central voltam a se reunir somente em novembro, sob o peso dessas métricas para decretarem os rumos dos juros que movimentam os empréstimos no país.

Com informações de Poder360 e UOL.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise