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Economia

Alta da inflação divide o mercado financeiro sobre próximos cortes da Selic

Piora no setor de serviços e resiliência de preços fazem grandes bancos defenderem uma pausa nas reduções da taxa básica de juros.

O salto da inflação brasileira no mês de setembro, que rompeu oficialmente o teto da meta anual, causou uma clara divisão no mercado financeiro sobre os próximos passos que o Banco Central deverá tomar em relação à taxa básica de juros, a Selic.

A mudança repentina de cenário afeta diretamente os empréstimos e o consumo das famílias, já que uma possível interrupção nos cortes de juros tem o poder de manter o crédito mais caro, freando o ritmo de atividade econômica em todo o país.

A dúvida entre os economistas começou após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançar inesperados 0,82% em setembro. O número consolidou uma pressão firme e duradoura no setor de serviços e no preço dos alimentos. Diante da piora qualitativa, grandes instituições, como a corretora XP e o banco Goldman Sachs, passaram a recomendar publicamente que o Banco Central faça uma pausa imediata no afrouxamento monetário para tentar domar a alta de preços.

Por outro lado, uma ala paralela do mercado segue defendendo que os cortes da Selic devem continuar normalmente. Para esse grupo, o recente alívio na cotação do dólar e os sinais de que a economia está começando a desacelerar por conta própria seriam suficientes para conter a inflação nos próximos meses, não justificando manter a régua de juros tão elevada.

Com informações de InfoMoney e Google Notícias.

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