Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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Economia

Aumento no preço do diesel eleva custos do campo e pressiona inflação dos alimentos

Fatores climáticos extremos e o encarecimento de combustível ameaçam safras de produtores e batem recorde em indicador mundial

O persistente aumento no valor repassado pelas refinarias para o preço do óleo diesel está pressionando os custos da base do agronegócio e começa a se transformar em uma forte ameaça de encarecimento da comida que chega aos supermercados brasileiros.

Como a estrutura do transporte da gigantesca maioria das safras rurais brasileiras para os centros urbanos é feita através de frotas de caminhões, a disparada do valor da gasolina pesada no campo encarece em cascata todas as cadeias do frete logístico de entrega, da primeira colheita nas fazendas até o depósito da prateleira. O duro repasse natural dessa despesa no final precisa ser inteiramente pago pelo bolso espremido dos consumidores locais, isso bem no momento crítico que o mercado interno sente os preços da alimentação com reajustes seguidos na inflação de 2026.

E o custo inflamado do tanque para rodar as cargas da terra não figura como o único vilão cruel da atual temporada de prantos na mesa. Pesquisas que pautam a área da Organização das Nações Unidas (ONU) assinalaram também que as variações médias globais na compra de comida saltaram assustadoramente no mês de setembro, fixando-se no maior recorde alcançado nessa mesma medição desde o ciclo trágico e caótico observado em 2022.

A somatória global de valores para este registro indigesto ocorre em consequência de problemas climáticos severos nas produções de diversos países, barreiras comerciais entre blocos e elevações nas cotações mundiais. Na linha de ponta e para agravar, grandes associações de fazendeiros do estado do Rio Grande do Sul já avisaram sobre iminentes prejuízos na semeadura graças a instabilidades do tempo recentes, trazendo avisos amargos ao mercado varejista da capital.

Com informações de UOL, Revista Oeste e G1.

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