Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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Economia

Crise nos juros atinge a França em meio a cenário de dívidas na Europa e EUA

Com custo de financiamento batendo recordes na Europa, governo francês tenta equilibrar rombo com orçamento de 43 bilhões de euros.

A taxa de juros paga pelo governo da França sobre seus títulos de dívida de dez anos voltou a tocar o alarmante patamar de 4,9% na quarta-feira (7), marcando o nível mais pesado sentido no país desde o ano de 2002. Para efeito de comparação, essa cobrança dos credores criou um rombo de juros que está 1,5 ponto percentual mais caro em relação ao que é exigido hoje da Alemanha, país vizinho.

Quando as taxas de juros aumentam no nível estatal, menos verbas restam nos caixas federais para investir em saúde, infraestrutura e subsídios para as famílias. A tensão provocou ceticismo no mercado financeiro mesmo após o governo anunciar, nesta semana, um pacote orçamentário de 43 bilhões de euros em economia que promete abaixar o déficit da nação para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027.

Apesar da vitrine francesa, a raiz da crise de endividamento abrange todo o globo. Os governos estão estrangulados pelas dívidas infladas que tomaram durante o período da pandemia, agravadas pelo aperto nas taxas fixadas pelos Bancos Centrais e pelo barril de petróleo travado perto de US$ 100 devido ao contínuo conflito no Irã. O título americano de 30 anos alcançou rendimento de 5,73% e os papéis do Reino Unido quebraram o recorde do último quarto de século, batendo 6,04%.

Agora, o turbulento Orçamento francês será levado ao debate em plenário na próxima terça-feira (13), onde o governo deverá enfrentar ampla resistência popular e parlamentar para viabilizar as medidas de aperto de gastos no país.

Com informações de UOL e Folha.

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