Mandados de busca em imóveis do ex-príncipe Andrew foram ilegais, decide Justiça
Polícia britânica admite que baseou os pedidos em regras equivocadas, mas afirma que a investigação criminal pelo crime de má conduta segue em curso
A Alta Corte de Londres decidiu na quinta-feira (8) que os mandados de busca e apreensão cumpridos em fevereiro nas residências do ex-príncipe Andrew, de 66 anos, foram solicitados e emitidos ilegalmente. A Polícia do Vale do Tâmisa reconheceu que submeteu informações incorretas ao juizado criminal para obter as permissões na época.
O reconhecimento do erro expõe falhas formais na condução da investigação policial, mas não encerra a pressão sobre o membro da família real, que já se encontra sob grande escrutínio da população britânica. O irmão mais novo do rei Charles 3º continua sob o radar das autoridades e o processo manterá a sua tramitação normal.
Andrew Mountbatten-Windsor ingressou com um pedido de revisão judicial contestando duramente a conduta da força policial e do tribunal de Old Bailey, que aprovou as buscas originais. O ex-príncipe foi preso temporariamente no início deste ano sob a suspeita de envolvimento no crime de má conduta no exercício de funções públicas.
Apesar da vitória da defesa e da invalidação da coleta de evidências físicas daquela operação, as forças de segurança enfatizaram que as averiguações não foram descartadas. Os responsáveis pelas investigações agora precisarão focar em outras frentes para dar andamento ao inquérito e embasar o trabalho nos próximos meses.
Com informações de The Guardian, BBC News, Der Spiegel e South China Morning Post.
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