Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
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Justiça de Nova York formaliza denúncia de tortura contra Nicolás Maduro

Documento detalha agressões a militar venezuelano e cidadão americano com o aval do líder político deposto

A Justiça federal de Manhattan, em Nova York, formalizou nesta quinta-feira (8) uma nova denúncia contra o líder venezuelano deposto Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, adicionando o crime de conspiração para cometer tortura à lista de acusações. O casal já estava detido no país respondendo por acusações de tráfico internacional de drogas.

A oficialização da nova denúncia agrava substancialmente a situação jurídica de Maduro, cujo julgamento principal está marcado para junho de 2027. Segundo os promotores americanos responsáveis pelo caso, a prática de tortura era utilizada de forma direcionada para perseguir opositores políticos e manter um rígido controle sobre a população e o governo da Venezuela.

O documento apresentado ao tribunal norte-americano embasa a acusação com dois episódios específicos de violência. O primeiro deles ocorreu em 2013, quando um militar venezuelano suspeito de tramar um golpe de Estado foi preso a mando de Maduro e submetido a choques elétricos e suspensão pelos membros. O segundo caso relata que um cidadão americano, detido em 2022 sob suspeita de tentar assassinar o então presidente, também relatou ter sofrido fortes agressões durante seus interrogatórios.

Maduro e Cilia Flores foram capturados no início deste ano por forças militares americanas durante uma operação em Caracas, e encontram-se detidos em uma instalação no Brooklyn. Ambos se declararam inocentes de todas as denúncias feitas até o momento.

Com informações de UOL, Folha e Estadão.

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