Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
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Economia

Europa revê estratégias agrícolas após seca, o que pode afetar exportações do Brasil

União Europeia planeja reduzir importações e focar na preservação da água após sofrer perdas severas nas lavouras pelo calor.

A redução na produtividade da safra de verão na Europa ligou um sinal de alerta em todo o continente e tende a alterar a dinâmica comercial com seus parceiros. A União Europeia tem enfrentado calor intenso e secas que eliminaram a umidade do solo, derrubando severamente o volume de produtos agrícolas armazenados para este momento do ano.

As autoridades locais tratam as recentes perdas não como fatos isolados, mas como um risco climático crônico que exige ação urgente. Os planos recém-discutidos buscam elevar a resiliência produtiva nas culturas de grãos, na pecuária e na produção de proteínas vegetais, visando diminuir as importações. Isso afeta de imediato o Brasil, grande fornecedor global de proteínas para o bloco europeu.

Como estratégia de contenção, os governos preveem programas massivos de suporte para que os próprios agricultores europeus produzam mais, com foco na contenção e reciclagem da água na irrigação. Avaliações técnicas do grupo preveem que a demanda global hídrica deverá exceder a quantidade da água doce em 40% já em 2030.

Dentre os projetos para tentar segurar os níveis de produtividade estão guias práticos sobre métodos de preservação nos solos e a restauração artificial de trechos naturais do ciclo hídrico, preservando da nascente ao mar contra geadas, calor extenuante e possíveis inundações. O pacote de ações busca readequar o setor para um modelo capaz de sobreviver aos picos da emergência climática.

Com informações de UOL e Folha.

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