Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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Economia

Setor do agronegócio apresenta demandas de infraestrutura e crédito ao próximo presidente

Endividamento, eventos climáticos e barreiras comerciais lideram lista de preocupações elaborada por representantes da área.

Representantes e especialistas do agronegócio brasileiro elaboraram uma série de exigências que esperam ver solucionadas pelo próximo presidente da República. A pauta de desafios apresentada pelo setor inclui a diminuição do alto endividamento, os impactos causados por desastres climáticos cada vez mais frequentes, os gargalos históricos de infraestrutura e a dependência de produtos estrangeiros para o plantio.

O setor rural é um dos principais motores da economia brasileira e da geração de empregos no interior do país. Entender o que os produtores pedem ajuda a prever e a mapear as pressões econômicas que o governo federal enfrentará a partir de 2027 para manter a balança comercial positiva e garantir as exportações.

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) formatou os pedidos consolidados do campo em cinco grandes propostas de políticas públicas. A principal delas sugere a criação de um plano nacional amplo focado em financiamento e seguro rural, visando proteger as lavouras e cobrir financeiramente os prejuízos bilionários que os produtores enfrentam em secas extremas ou enchentes.

As demandas também englobam uma política industrial forte que estimule a produção nacional de insumos essenciais, como os fertilizantes, e agilize a aprovação de novas tecnologias de mercado pelo governo, diminuindo o chamado "passivo regulatório". O pacote foca ainda em modernizar os demorados processos de licenciamento ambiental e em estruturar linhas de crédito contínuas para obras de infraestrutura que barateiem o transporte da safra das fazendas até os portos.

Especialistas da área econômica e ambiental reforçam que os gargalos levantados nas reivindicações exigem soluções complexas, que necessariamente passam por ações conjuntas de longo prazo entre a máquina pública e a iniciativa privada, devendo ser observadas independentemente de quem vencer o segundo turno da eleição presidencial.

Com informações de G1 e Google Notícias.

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