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Economia

Preços dos alimentos voltam a subir após três meses em queda

Influenciada pelo clima adverso e pelo El Niño, alimentação em casa teve alta puxada pelo tomate

Após três meses consecutivos de alívio no bolso dos consumidores, os preços da alimentação dentro de casa voltaram a subir em setembro, registrando uma alta de 0,96%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A retomada da inflação dos alimentos tem ligação direta com as condições meteorológicas do último mês. Episódios intensos de chuvas e frentes frias reduziram a oferta das colheitas de hortaliças. O tomate foi o produto que mais pesou no bolso das famílias neste período, disparando quase 38%.

Embora o IBGE não crave o impacto total do fenômeno El Niño nos preços de setembro, especialistas e consultorias independentes afirmam que o fenômeno — que altera a distribuição de calor e chuva ao redor do globo — já começa a causar estragos nas roças. O efeito do excesso de chuvas costuma se refletir de forma bastante intensa na seção de hortifrúti dos supermercados.

Segundo os analistas, com a proximidade do fim do ano e o pico do El Niño projetado para o último trimestre, a produção agropecuária tende a enfrentar novos obstáculos, o que sugere que os preços da comida possam continuar sendo um peso na inflação geral nos próximos meses.

Com informações de UOL e Folha.

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