Entidades de imprensa repudiam cancelamento de debate após liminares do STF e do TSE
Organizações acusam os tribunais de agressão à liberdade jornalística por forçarem alterações legais nas regras que já estavam combinadas.
Associações representativas da imprensa emitiram uma nota conjunta manifestando "profunda indignação" com as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que intervieram diretamente nas regras do debate presidencial da TV Globo. As sucessivas medidas judiciais forçaram a emissora a cancelar de última hora o encontro, programado para a noite de quinta-feira (1º).
No documento divulgado, as entidades classificaram a imposição de obrigações sem previsão legal a uma emissora privada como uma forte agressão à liberdade de imprensa. O texto também defende que os "excessos judiciais" desrespeitaram todas as regras acordadas com meses de antecedência entre o canal e as campanhas, prejudicando o direito dos eleitores de ouvir as propostas de forma equilibrada.
O cancelamento da transmissão ocorreu na esteira de uma sequência de decisões judiciais. Na terça-feira (29), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, revisou as regras da própria Corte para determinar a inclusão de Romeu Zema (Novo). Na quinta-feira, a Globo foi intimada por mais duas determinações: uma da ministra Estela Aranha (TSE), que atendeu à coligação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e um parecer do ministro Gilmar Mendes (STF) que garantiu a vaga de Renan Santos (Missão).
Com informações de G1 e Gazeta do Povo.
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