Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Política

Entidades de imprensa repudiam cancelamento de debate após liminares do STF e do TSE

Organizações acusam os tribunais de agressão à liberdade jornalística por forçarem alterações legais nas regras que já estavam combinadas.

Plenário do Tribunal Superior Eleitoral
Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE / Wikimedia Commons (Public domain)

Associações representativas da imprensa emitiram uma nota conjunta manifestando "profunda indignação" com as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que intervieram diretamente nas regras do debate presidencial da TV Globo. As sucessivas medidas judiciais forçaram a emissora a cancelar de última hora o encontro, programado para a noite de quinta-feira (1º).

No documento divulgado, as entidades classificaram a imposição de obrigações sem previsão legal a uma emissora privada como uma forte agressão à liberdade de imprensa. O texto também defende que os "excessos judiciais" desrespeitaram todas as regras acordadas com meses de antecedência entre o canal e as campanhas, prejudicando o direito dos eleitores de ouvir as propostas de forma equilibrada.

O cancelamento da transmissão ocorreu na esteira de uma sequência de decisões judiciais. Na terça-feira (29), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, revisou as regras da própria Corte para determinar a inclusão de Romeu Zema (Novo). Na quinta-feira, a Globo foi intimada por mais duas determinações: uma da ministra Estela Aranha (TSE), que atendeu à coligação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e um parecer do ministro Gilmar Mendes (STF) que garantiu a vaga de Renan Santos (Missão).

Com informações de G1 e Gazeta do Povo.

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