Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Política

Entidades de imprensa veem agressão à liberdade de expressão no cancelamento do debate

Associações dizem que decisões judiciais atropelaram regras e prejudicaram o acesso dos cidadãos

Fachada do Supremo Tribunal Federal
Foto: Pedro França/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Após o cancelamento do último debate presidencial da TV Globo, três grandes entidades representantes de veículos de comunicação se manifestaram conjuntamente nesta quinta-feira (1º). A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) emitiram uma nota expressando indignação com as medidas judiciais que alteraram a dinâmica do encontro a poucas horas de sua realização.

No texto, as associações declararam que a interferência das instâncias superiores não foi apenas uma imposição de regras sem base legal contra uma empresa privada, mas sim "uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos". O debate foi cancelado após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vetar o púlpito vazio para Lula (PT) e o Supremo Tribunal Federal (STF) obrigar a emissora a convidar o candidato Renan Santos (Missão).

Para as entidades, os cidadãos saíram perdendo. "Os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate", completou a nota conjunta das organizações. A situação elevou as críticas de diferentes setores da sociedade em relação ao protagonismo e à interferência do Judiciário no processo eleitoral deste ano.

Com informações de Estadão, Terra, UOL e Revista Oeste.

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