Globo cancela debate presidencial e alega insegurança jurídica
Decisões de última hora do STF e do TSE alteraram regras e forçaram a emissora a suspender o programa
A TV Globo anunciou na noite desta quinta-feira (1º) o cancelamento do debate entre os candidatos à Presidência da República, marcado para as 21h30. A emissora tomou a decisão após receber duas decisões judiciais que modificaram as regras e os participantes do encontro a poucas horas de sua realização.
A primeira mudança foi determinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A magistrada acatou um pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e proibiu a manutenção de um púlpito vazio com o nome do candidato ausente, bem como perguntas direcionadas a ele. A ata original, assinada por todos os partidos, previa essa dinâmica em caso de abstenção.
O segundo entrave surgiu de uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O decano atendeu a um pedido do partido Solidariedade e ordenou a inclusão do candidato Renan Santos (Missão) no programa. Embora a legenda tenha apenas um parlamentar no Congresso — a regra exige cinco para convite obrigatório —, Gilmar baseou-se em uma decisão anterior que havia garantido a participação de Romeu Zema (Novo).
Em nota oficial, a Globo afirmou que as sucessivas intervenções causaram "insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais". A emissora declarou que o propósito de promover a discussão de ideias foi prejudicado, motivando a suspensão definitiva do evento.
Com informações de BBC News Brasil, Exame, G1, Reddit e Terra.
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