Sábado, 03 de outubro de 2026
Política

Globo cancela debate presidencial e alega insegurança jurídica

Decisões de última hora do STF e do TSE alteraram regras e forçaram a emissora a suspender o programa

Gilmar Mendes
Ministro Gilmar Mendes · Foto: Fabio Pozzebom / Agência Brasil (CC BY 3.0 br)

A TV Globo anunciou na noite desta quinta-feira (1º) o cancelamento do debate entre os candidatos à Presidência da República, marcado para as 21h30. A emissora tomou a decisão após receber duas decisões judiciais que modificaram as regras e os participantes do encontro a poucas horas de sua realização.

A primeira mudança foi determinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A magistrada acatou um pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e proibiu a manutenção de um púlpito vazio com o nome do candidato ausente, bem como perguntas direcionadas a ele. A ata original, assinada por todos os partidos, previa essa dinâmica em caso de abstenção.

O segundo entrave surgiu de uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O decano atendeu a um pedido do partido Solidariedade e ordenou a inclusão do candidato Renan Santos (Missão) no programa. Embora a legenda tenha apenas um parlamentar no Congresso — a regra exige cinco para convite obrigatório —, Gilmar baseou-se em uma decisão anterior que havia garantido a participação de Romeu Zema (Novo).

Em nota oficial, a Globo afirmou que as sucessivas intervenções causaram "insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais". A emissora declarou que o propósito de promover a discussão de ideias foi prejudicado, motivando a suspensão definitiva do evento.

Com informações de BBC News Brasil, Exame, G1, Reddit e Terra.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise