Equipe econômica debate corte de gastos enquanto Lula resiste a aperto fiscal
Ministérios preparam opções de ajuste nas contas públicas, mas presidente descarta rever promessas e salário mínimo
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A dimensão das medidas de ajuste nas contas públicas gerou divergências internas no governo federal após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.
O resultado das discussões definirá as condições de financiamento do Estado nos próximos anos, determinando o ritmo da inflação, a trajetória dos juros básicos e os recursos destinados a políticas públicas e remunerações.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o titular do Planejamento, Bruno Moretti, apresentaram ao Palácio do Planalto uma lista de alternativas que contempla ajustes pontuais e reformas estruturais com o objetivo de assegurar o centro da meta fiscal. O presidente Lula, contudo, comunicou que não aceitará alterações no cálculo do salário mínimo ou revisões que contrariem os compromissos assumidos contra Flávio Bolsonaro durante a campanha eleitoral, sob a justificativa de evitar estelionato eleitoral.
Em contraponto às resistências políticas, a Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado Federal, alertou nesta quinta-feira (29) que compromissos assumidos na corrida presidencial pressionam o orçamento federal. A equipe ministerial continuará as reuniões nos próximos dias para tentar estruturar uma versão final viável politicamente.
Com informações de UOL, O Antagonista e Folha.
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