Espanha antecipa eleições gerais após rejeição de leis sobre crise de moradia
Primeiro-ministro sofreu revés no Parlamento ao tentar proteger inquilinos depois de morte de idosa ameaçada de despejo.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, antecipou as eleições gerais do país para novembro após sofrer uma grave derrota no Parlamento em meio à crise de moradia. Ele teve os seus dois decretos emergenciais de proteção a locatários rejeitados pelos deputados, perdendo o apoio mínimo que precisava para continuar a governar a nação.
A instabilidade política se aprofundou e tomou as ruas nesta quarta-feira (7) com a morte de María del Carmen Abascal, de 87 anos. A idosa se tornou o principal símbolo da dificuldade de acesso à moradia no país após lutar por anos contra o despejo do apartamento onde vivia há sete décadas no centro de Madri. Com o baixo número de casas disponíveis, os aluguéis tiveram reajustes impraticáveis para a maioria da população.
Sob a forte pressão dos manifestantes que gritam o lema "Nenhuma Maricarmen a mais!", Sánchez tentou usar a morte da idosa para destravar seus pacotes de ajuda aos mais pobres. No entanto, o bloco da direita e da extrema direita barrou a proposta, o que levou à dissolução de sua base no governo e ao anúncio de novas urnas como uma tentativa desesperada do primeiro-ministro de tentar retomar o controle.
Com informações de UOL e Folha.
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